sexta-feira, 4 de maio de 2012

Verdades e mentiras Coisas que você sempre quis saber (ou achava que já sabia) sobre Pelé, contadas com as palavras do próprio Rei do futebol


Pelé expulsa
o juiz


A versão: Em uma excursão do Santos, o juiz expulsou Pelé. Depois, acabou "expulso" pelo público. O Rei voltou ao campo.
O fato: "Isso tudo aconteceu na Colômbia, por causa da confusão que todo mundo fazia entre mim e outros jogadores negros do time. Fui expulso porque, segundo o juiz, eu estava em uma briga da qual não participei. Eu tinha ido lá para apartar, mas o juiz queria tirar um de cada time. Viu um crioulo brigando e acabou me expulsando. Mas, na verdade, quem criou a confusão foi o Dorval. Depois, a torcida ameaçou invadir o campo e eu tive que voltar. O juiz foi mesmo trocado".
 
Um presente
para a mãe
do zagueiro


A versão: O Vasco vencia o Santos, no Maracanã, por 2 x 0. Os zagueiros Brito e Fontana infernizavam Pelé, perguntando um para o outro: "Cadê o Rei? Hoje o Rei não veio?" Ele, então, empatou o jogo, marcou 2 gols nos últimos cinco minutos. Depois, entregou a bola a Fontana e disse: "Toma, leva para a sua mãe. Diz que foi o Rei que mandou".
O fato: "Naquele dia, o Fontana e o Brito me encheram demais. Toda vez que a bola saía e eu ia buscar, um deles chutava mais longe, aproveitando que, naquela época, não havia tantos gandulas. Depois, falavam: 'É, crioulo, essa não dá mais...' 
Só que, quando faltavam três minutos para o jogo terminar, fiz um gol, descontando o resultado para 2 x 1. Faltando dois minutos, fiz outro. Aí, peguei a bola, dei para o Fontana e disse: 'Tá vendo isso aqui? Leva para a sua mãe de presente'. Mas eu não falei que 'foi o Rei que mandou'".


O árbitro virou fã




A versão: O juiz francês Pierre Schwinte correu para abraçar Pelé na comemoração de um dos seus três gols, no jogo Santos 5 x Benfica 2, na Final do Mundial Interclubes de 1962, disputada em Lisboa.
O fato: "Na verdade, ele apenas me cumprimentou, apertando a minha mão discretamente. Mas não me abraçou. Esperou os meus companheiros de Santos acabarem de me cumprimentar para, só depois disso, se aproximar e dar os parabéns pelo gol".



O Santos pára
uma guerra






A versão: Durante uma excursão do Santos na África, forças do Congo-Kinshasa (ex-Zaire) e do Congo-Brazzaville, em conflito, interromperam uma guerra para ver Pelé jogar.
O fato: "Realmente, o Santos parou uma guerra na África. Pelo menos durante o tempo em que estivemos lá. Jogamos em um país uma grande partida, em que fiz dois gols. Quando íamos jogar em outro país, disseram que havia uma guerra lá. 'Mas se vocês forem, o conflito pára'prometeram. E isso, de fato, aconteceu". [O conflito a que Pelé se refere, no entanto, não foi no Congo, mas a famosa guerra civil de Biafra (1967-70), na Nigéria. No dia 26 de janeiro de 1969, o Santos ia jogar na capital (Lagos) e, embora Biafra fosse longe, no leste do país, havia temor de atentados. Conforme a promessa do governo, o time ficou em segurança, sob proteção armada do exército e da polícia, que cercaram a cidade.]
A reprovação
em peneiras




A versão: Antes de aparecer no Santos, Pelé foi reprovado nas peneiras de outros grandes clubes.
O fato: "Diziam que eu cheguei a treinar no Corinthians e me mandaram embora, que eu vim para o Palmeiras e me mandaram embora... Mas foi só no final da minha carreira que descobri o motivo dessa confusão. Acontece que eu estive em São Paulo disputando um torneio infanto-juvenil estadual (categoria entre 14 e 16 anos) pelo Baquinho, de Bauru. Jogamos a Final contra o Juventus, na Rua Javari, e ganhamos fácil, por uns oito gols. Só eu fiz quatro. E no Baquinho tinha um meia, o Tiãozinho, que era um crioulinho também e vestia a camisa 10 (eu era o 8). Quando eu apareci no Santos usando a 10, todo mundo se lembrou daquele menino do Baquinho, que realmente esteve rodando em vários clubes, entre eles o Bangu. Mas aquele não era eu, era o Tiãozinho. Só pode ter sido essa a confusão, porque, antes de ir para o Santos, eu nunca havia saído de Bauru".



FONTE:EDITORA ABRIL -MODO DE COMPATIBILIDADE

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