
Vou conjugar o verbo na primeira do singular para me fazer entender. Quando, na época, mandei fechar o Parque Infantil, afeito à minha Secretaria, por conta de sua degradação e do risco à vida das crianças, o mundo veio abaixo. Tomei porrada de todos os lados. Sei que meu gesto, responsável e audacioso, causou grande desgaste ao prefeito Faustinho. Infelizmente, as coisas são assim, paga-se um preço enorme para romper com o conformismo e emplacar novas ideias e projetos. Agora, quando for reinaugurado, totalmente reformado, com a estrutura necessária, novinho, lindo, espero saldar minhas dívidas. Rendo graças ao senhor Tomé Martins da Costa que lá nos idos de 1761 pediu autorização para construir, naquele local, uma capela dedicada aos sacratíssimos corações de Jesus, Maria e José. Primeiro documento da história da cidade. Rendo graças ao senhor Odilon Rezende que mandou construir ali o primeiro parque dedicado exclusivamente às crianças. Rendo graças a todos que, de uma maneira ou de outra, trabalharam para que aquele projeto se tornasse realidade, e a Marisa e Bosquinho que doaram as pedras do seu calçamento. E digo a vocês: quando a primeira criança adentrar aquele espaço mágico, vislumbrar suas possibilidades e abrir seu sorriso ao céu, eu serei o homem mais feliz desta terra. Que assim seja. Amém.
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